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JORNALISMO CIENTÍFICO
Desde: 12/05/2005      Publicadas: 12      Atualização: 11/06/2005

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 UNIVERSO/RECIFE - Turma 61761N

  11/06/2005
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GRADUAÇÃO TRADICIONAL X GRADUAÇÃO TECNOLÓGICA - A DIFERENÇA VAI ALÉM DO TEMPO

Os cursos superiores tecnológicos são tidos como novos, na verdade, eles começaram no Brasil há muito tempo atrás, mais precisamente a partir de 1808, com a vinda da família real, ano em que Dom João VI criou a Academia da Marinha, e, dois anos depois, a Academia Real Militar, além de instalar hospitais militares para funcionarem como escolas técnicas. Portanto, a educação brasileira começa com a educação tecnológica. Mas apesar de um bom começo, ao longo desses dois séculos, vem persistindo na área educacional a separação entre trabalho e educação, devido talvez à divisão em duas classes, senhores de um lado e escravos do outro, à primeira reservando-se o ensino das humanidades (saber pensar), e à segunda, o treinamento nas "artes e ofícios" (saber fazer), como mero adestramento. Isso acabou por gerar outro engano, que é julgar a educação superior desvinculada do mundo do trabalho, como prova o fato de alguns cursos superiores mais tradicionais, como Direito, Medicina e Engenharia, serem considerados "acadêmicos", quando o que fazem é preparar para o mundo do trabalho. Na verdade, após o nível médio, todos os cursos são profissionalizantes. Os cursos tecnológicos têm no Brasil um longo percurso de avanços e recuos, que vão se sucedendo até 1988, ano em que é promulgada a Constituição Brasileira, que diz em um de seus artigos: "É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer." Logo depois, o Decreto Federal n.º 97.333 autoriza a criação do primeiro curso superior de tecnologia em hotelaria (SENAC), e a partir daí, outros cursos passam a funcionar em instituições públicas e privadas de todo o País. Em 1996, a Lei 9.394, mais conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), trata em dois de seus artigos da Educação Profissional, e o Decreto 2208/97 estabelece três níveis para esta modalidade: básico, independente de escolaridade prévia; técnico, destinado à habilitação profissional de alunos ou egressos do ensino médio; e tecnológico, correspondente a cursos superiores na área tecnológica, destinados a egressos do ensino médio e técnico. Embora as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico tenham sido publicadas em 2002, um pouco antes, a Portaria 1647/99 regulamenta a criação dos Centros de Educação Tecnológica na esfera privada. Porém, somente em 2001, as primeiras entidades educacionais particulares recebem autorização para funcionar seus cursos. No Recife, a Universidade Salgado de Oliveira " UNIVERSO é uma das instituições de ensino que oferecem esse tipo de formação. Com sede no Rio de Janeiro, a UNIVERSO inaugurou sua unidade na capital pernambucana, no bairro da Imbiribeira, no ano de 2000, , com base em seu Plano de Expansão e em seu Estatuto. Naquela época,a UNIVERSO começou oferecendo apenas os cursos regulares de graduação em Educação Física, Fisioterapia, Geografia, História, Matemática e o curso superior de Tecnologia são as novas opções, Direito, Comunicação Social (Jornalismo/Publicidade), Administração, Comércio Exterior, Turismo e Hotelaria, além de Ciências Contábeis, Letras, Pedagogia e Sistemas de Informação. Em 2003, a universo deu mais um grande passo a favor da educação pernambucana e passou abriu vagas também para formação em nível tecnológico. Assim como os demais, os cursos tecnológicos também se enquadram como cursos de graduação, porém diferenciam-se por terem menor tempo de duração (de 2 anos e meio a 3 anos) e por estarem voltados aos desenvolvimento de tecnologias de áreas específicas. Eles são focados na prática e abrem caminho para a educação continuada, na medida em que permitem ao aluno realizar pós-graduação em nível de especialização (lato sensu), mestrado e doutorado (stricto sensu). Com enfoque na prática e no desenvolvimento de novas tecnologias os Cursos Tecnológicos, que ajudam na rápida inserção no mercado. Resumindo: os cursos de graduação tecnológica são de nível superior, de curta duração (dois a três anos), com foco nas necessidades do mercado, abertos a concluintes do ensino médio ou equivalente e aos que já têm diploma universitário e querem se especializar, tendo sido criados para responder à demanda por preparação, formação e aprimoramento educacional e profissional, quando nem o mercado pode esperar tanto tempo por profissionais qualificados, nem estes querem despender quatro ou mais anos de sua vida em uma graduação convencional. O profissional formado em consonância com as velozes transformações que ocorrem na "aldeia global" (McLuhan), em função do avanço das novas tecnologias e que impulsionam o desenvolvimento industrial, pedindo, a curto prazo, profissionais multi-especializados para atender à diversificação e complexidade do mundo do trabalho. Enquanto bacharéis ou licenciados são formados para a concepção, com ênfase na parte teórica e em um largo espectro de atuação, o tecnólogo tem formação mais específica, voltada à gestão, desenvolvimento e difusão de processos tecnológicos. Não se trata também de cursos "aligeirados" ou "diminuídos". As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Tecnológico, de acordo com cada área profissional, prevêem uma organização curricular com ênfase na gestão, inovação e difusão tecnológica, compreendendo cerca de 40% de conteúdos práticos, associados à formação teórica. Os cursos tecnológicos contemplam, pois, pontos disciplinares e interdisciplinares que dão ao aluno sólida formação científica, embora em raio mais restrito, voltados à compreensão teórica das operações a executar em área e nicho de mercado bem determinados. Embora o campo de atuação seja mais específico, o aprofundamento dos conhecimentos (na visão de uma concepção de formação contínua), vão permitir ao tecnólogo transitar da escola para o mundo do trabalho, e deste para outros cursos sem dificuldades. Quanto ao público-alvo, tanto para os egressos de cursos técnicos de nível médio que precisam complementar estudos como para profissionais que já estão no mercado e querem se aperfeiçoar, o Tecnológico é excelente opção. Aos egressos de cursos técnicos (cujos currículos estão em sintonia com o mercado de trabalho) interessa a graduação tecnológica por ser o caminho natural para o prosseguimento de sua formação em nível superior, mas também para quem já está no mercado, o Tecnológico é ótima alternativa para valorizar seu currículo e formação profissional, aumentando as chances de acesso a melhores empregos e a uma ascensão mais rápida na carreira. Talvez a principal diferença dos cursos de Educação Tecnológica em relação aos demais bacharelados esteja na proposta: formar especialistas, enquanto os demais cursos superiores objetivam formar generalistas. Uma segunda particularidade é o foco, que possibilita formar o cidadão em área e mercado delimitados. Em geral, ao criar um curso dessa modalidade, a instituição faz uma prévia pesquisa do mercado local e/ou regional onde o curso foi autorizado a funcionar, e a partir deste levantamento, planeja a metodologia e o currículo adequados a formar um tecnólogo com o perfil que o mercado espera para desempenhar funções em uma área específica. Por isso, torna-se mais fácil ao tecnólogo ingressar no mercado para o qual foi preparado. O terceiro diferencial é a agilidade. A globalização imposta pelas novas tecnologias (da comunicação e informação) atingiu em cheio o mercado de trabalho, especialmente o do Brasil (e de outros países "em desenvolvimento"), aí provocando profundas alterações e solicitando do trabalhador novas competências e habilidades. Os cursos tecnológicos, por serem mais rápidos, têm a mobilidade necessária para colocar os futuros trabalhadores, em tempo hábil e em boas condições, no mundo do trabalho, a fim de exercer funções multi-especializadas e que exijam flexibilidade cognitiva e operacional. A agilidade e o foco específico vão permitir um menor investimento com possibilidades de um bom retorno. Por um lado, o Tecnológico, ao privilegiar o foco no mercado, pode economizar o tempo de duração do curso e conseqüentemente fazer cair os custos. Em outras palavras, o aluno vai fazer praticamente a metade do investimento que faria em cursos de bacharelado ou licenciatura. Isso não apenas na esfera privada. Também na esfera pública, tempo mais curto representa custos reduzidos à metade, podendo-se oferecer o dobro das vagas em relação às ofertadas por cursos generalistas. Outra particularidade da graduação tecnológica é a metodologia, direcionada a nichos não atendidos pela graduação tradicional, o que garante a boa receptividade de seus egressos. O aprendizado é voltado para o trabalho, visando áreas e setores específicos não atendidos pelo ensino tradicional. A metodologia contempla uma parte teórica básica, como no ensino superior tradicional, com a diferença de que, na parte profissionalizante, são focalizados pontos mais específicos da área profissional, ao contrário do ensino tradicional, cuja visão é generalista e abrangente. Ou seja, os objetivos do Tecnológico são diferentes dos demais cursos. O Tecnológico facilita ainda a continuidade de estudos. Com exceção do currículo mais específico, tempo menor e metodologia mais flexível, a graduação tecnológica em nada difere das demais. O acesso a ela se dá da mesma maneira, por meio de vestibular, e o tecnólogo, ao final do curso, recebe um diploma em tudo equivalente ao de outros cursos superiores, podendo seguir adiante em sua formação, cursando uma especialização (lato sensu), ou mesmo pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), normalmente. Como em qualquer outro curso tradicional de graduação. Por todos estes diferenciais, os cursos tecnológicos vieram para ficar e ajudar o País a ser não a potência do futuro, mas do presente e a Universidade Salgado de Oliveira se orgulha de fazer parte disso.

  Autor:   JANAINA PAES BARRETO


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